Clique na imagem abaixo e conheça o Programa Mundo Além:

Clique na imagem abaixo e conheça o Programa Mundo Além:
Você irá até a página do Programa na Internet onde obterá todas as informações para acompanhá-lo na Televisão.

CAMPANHA:

CAMPANHA:
CLIQUE NA IMAGEM ACIMA E INFORME-SE

sexta-feira, 30 de março de 2012

O tormento do egoísmo...


Desde o momento da fissão do Self com o ego, que o eixo do equilíbrio ficou fragmentado.
O esforço de crescimento intelecto-moral do ser humano deve ser o logro da perfeita identificação desses dois arquétipos com a sua consequente fusão harmônica proporcionadora do equilíbrio emocional.
Infelizmente, porém, remanescendo os instintos agressivos em predomínio na psique humana, o ego assume a diretriz do comportamento, trazendo sempre à tona os conflitos de insegurança, de insatisfação, de morbidez, que são decorrência dos períodos ancestrais percorridos antes do surgimento das emoções superiores.
Em razão dessa governança perturbadora o ego está sempre vigilante e dominador, em luta contínua para manter-se, dominado pelo medo de perder a posição de que desfruta.
Disfarçando-se com habilidade, torna-se agressivo, porque é receoso, exibe as qualidades que não possui, exatamente para superar o complexo de inferioridade para voos mais altos no conhecimento e na emoção, atribuindo-se direitos e privilégios que teme lhe sejam retirados, pouco, no entanto, preocupando-se com os deveres que lhe dizem respeito.
É o ego que se cerca de presunção e de avareza, de ciúme e de desfaçatez, de suspeitas constantes e de censuras aos outros, de forma que não se torne conhecido, permanecendo na obscuridade dos seus propósitos enfermiços.
Pode manifestar-se gentil com certa autenticidade, ocultando, porém, interesses mesquinhos, quais os de autopromoção e de exibicionismo, reagindo sempre quando não recebendo a resposta a que aspira nas suas artimanhas. Faz-se, então, adversário soez e persistente de todos aqueles que lhe não concedem o valor que se atribui, podendo tornar-se violento e insano.
Identificado, logo se permite exteriorizar todas as mazelas que lhe são peculiares, tecendo redes de intrigas, fomentando a maledicência, pugnando pela divisão dos grupos, quando então mais fácil se lhe torna o domínio.
O egoísmo é virose perigosa que ataca a sociedade contemporânea, qual ocorreu em todas as épocas da história da humanidade.
Combatido pela ética e pela moral, tem sido motivo de cuidados especiais por todas as doutrinas religiosas, especialmente pelo Cristianismo, que nele encontra um perverso adversário da solidariedade, do amor e da lídima caridade.
O Espiritismo, na sua condição de restaurador do pensamento de Jesus, tem, no egoísmo, a condição de bafio pestilencial, que necessita de terapia preventiva muito bem elaborada e tratamento persistente depois que se encontra instalado.
Não ceder-se espaço ao egoísmo, sob qualquer forma em que se manifeste, deve ser a atitude do cristão sincero, do espírita consciente das suas responsabilidades.
Evitar agasalhá-lo em qualquer dos seus disfarces, é uma forma segura de precatar-se da sua vigorosa constrição.
Não foram poucos os missionários do bem que se permitiram tombar nas artimanhas nefastas do egoísmo, conforme hoje sucede em todos os segmentos da sociedade.
O altruísmo, que lhe é oposto, constitui-lhe estímulo vigoroso para a união do eixo psicológico fragmentado, fazendo que o bem e o mal encontrem a emoção comum do amor que lhes é a meta a conquistar.
* * *
Das nascentes do ser brotam as emoções, a princípio violentas, como resultado das experiências afligentes, tornando-se, a pouco e pouco, equilibradas e propiciadoras de felicidade.
Na razão direta em que o Espírito desabrocha a consciência e a perfeita lucidez em torno dos objetivos essenciais da sua existência na Terra, o egoísmo vai-se diluindo e cedendo lugar à solidariedade, por facultar a vivência das emoções mais elevadas, aquelas que santificam o ser no exercício da lídima caridade.
Passa a reconhecer o seu real valor de aprendiz da vida, facultando-se a solidariedade de que necessita, a fim de mais amplamente penetrar nas razões profundas do existir.
Não se jacta, nem se subestima, permanecendo identificado com a realidade que o cerca e procurando alcançar os patamares mais nobres da evolução.
A humildade surge-lhe naturalmente enquanto compreende a grandeza da vida e o seu papel de cooperador na obra magnífica da Criação.
A alegria de viver adorna-o, dando-lhe um suave encantamento em tudo quanto faz e sente, porque se reconhece membro efetivo do conjunto universal.
Enquanto se atormenta nas sensações do medo, da incerteza e das suspeitas, a prepotência alucina-o, porém, quando percebe que a sua segurança encontra-se no ser e não no poder, nos valores internos e não nas aquisições de fora, passa automaticamente para os comportamentos pacíficos e pacificadores.
Colocando-se a serviço do Bem, é dúctil à verdade e ao dever, não elegendo postos nem lugares de destaque, mas dispondo-se a trabalhar em qualquer setor em que seja colocado, aí dando mostras da felicidade de produzir.
Jesus, na carpintaria de Seu pai, aprendeu o ofício modesto e o exerceu, quando era possuidor do conhecimento universal.
Podendo expressar a Sua mensagem com o verbo profundo e complexo que decifrasse os enigmas do universo, optou pela singeleza e poesia da linguagem do povo modesto, compondo poemas insuperáveis com os grãos de mostarda, peixes e pães, semeadura e sega, redes e moedas, ovelhas e azeite, ultrapassando todos os pensadores do passado e mesmo do futuro.
Ninguém falou com a destreza e magia com que Ele narrou as maravilhas do Seu reino, estimulou os alquebrados a levantar-se e prosseguir, amparou os tíbios e os fortaleceu, recuperou os perdidos e mortos, dando-lhes significados existenciais.
Enfrentou o farisaísmo com sabedoria, mas sem presunção, embaraçou os jactanciosos não os humilhando, e pairou acima do biótipo comum pela grandeza de que era portador, não em decorrência de homenagens e honrarias mentirosas.
Recebeu com naturalidade o carinho e o destaque merecido, através das lágrimas de uma mulher recuperada do processo obsessivo e destacou que, naquele gesto, ela o embalsamava por antecipação...
A honraria foi maior para aquela que lhe beijou e ungiu com perfume os pés do que Ele próprio...
...E, no entanto, é o Rei Solar!
* * *
Recorda-te que a pérola pálida e preciosa é uma defesa do organismo da ostra à agressividade do grão de areia no seu organismo. Silenciosa e continuamente, o animálculo envolve o invasor na exsudação da sua mucosa ferida e abençoa-o com deslumbrante beleza.
A humildade realiza o mesmo, quando o egoísmo tenta espezinhá-la, submetê-la e destruí-la.
Examina as nascentes da alma e extirpa o egoísmo no seu nascedouro, trabalhando sem cansaço pela tua ascensão na obra de amor que tens pela frente, mantendo-te altruísta e solidário em tudo.
Com esse poder defluente do esforço de ser melhor, alcançarás a emoção afetuosa da alegria de autossuperação das tendências infelizes, logrando as bênçãos da verdadeira fraternidade.
Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na noite de 9 de julho de 2010, em Moscou, Rússia.
Em 13.12.2010.


Abraços

J.L.Veiga


segunda-feira, 26 de março de 2012

Vida e Valores (Os falsos profetas)

A estrutura antiga do povo judeu trazia nas suas tradições a ideia dos profetas. O que eram os profetas no judaísmo antigo?
Eram os sensitivos, os médiuns, como chamamos hoje ou os paranormais. Na Judeia se conhecia como profeta aquilo que na Grécia era o Piton, a pitonisa. Indivíduos dotados de certa peculiaridade psíquica para registrar o seu diálogo com os Espíritos, para registrar as informações dos Espíritos, que eram chamados de deuses, de divindades, naquela antiguidade do mito.
Naturalmente que, quando nos damos conta desse fato, temos que convir que hoje em dia também nós lidamos com muitos profetas.
Há criaturas intermediárias dos Espíritos em toda parte, em todos os lugares. Algumas que têm consciência disso e outras que disso não têm nenhuma consciência.
Como os seres espirituais atuam sobre nossas vidas de tal modo que, costumeiramente, são eles que nos dirigem os passos, pelo nível e pela intensidade das influências que nos causam, conhecemos tantos profetas, nesta atualidade.
Só que esses profetas, quando se dão conta disto, têm algumas maneiras de viver. Ou educam essa faculdade para servirem ao bem numa instituição que se dê esse trabalho de educar as nossas faculdades paranormais, ou se deixam levar pela atitude egoística de cobrar por aquilo que conseguem, que realizam ou que dizem poder realizar.
Em todo lugar, por onde passamos, encontramos placas, cartazes, anúncios, flyers, avulsos, anunciando pessoas com poderes mágicos para aproximar casais, para separar casais, para trazer a alma querida, para resolver problemas financeiros, para nos resgatar dos dramas econômicos e, curiosamente, podemos perceber que esses indivíduos, homens ou mulheres que oferecem tais serviços à sociedade, não resolvem os seus próprios problemas, os dramas de suas próprias vidas.
Dramas financeiros, econômicos, afetivos. Logo, o que eles estão pregando e propondo para os outros não deixa de ser uma inverdade, uma falsidade.
Não foi sem sentido que Jesus Cristo nos chamou a atenção para que tivéssemos cuidado com os falsos profetas, falsos intermediários, falsos médiuns, existentes em todas as épocas da Humanidade.
Pessoas que fazem mau uso da sua capacidade psíquica de registrar o mundo imortal, de registrar esse mundo espiritual e, porque fazem mau uso, acabam por se fragilizar moralmente e abrir espaço para intromissão, para intervenção de entidades nefastas, de almas infelizes que desejam causar todos os tipos de perturbações na vida alheia.
Falsos profetas, então, existem aqui no mundo, entre os seres encarnados. Pessoas que mentem, pessoas que enganam, para tirar sempre proveitos materiais.
Encontramos falsos profetas nesse outro lado da vida, na Imortalidade, no mundo dos Espíritos. E esses falsos profetas fazem de tudo para nos iludir.
Trazem-nos costumeiramente ideias esdrúxulas, revelações bombásticas e mentirosas, na certeza de que serão cridos pelas pessoas ingênuas, pelas mentes incautas. E, como o mundo está cheio de mentes ingênuas, de pessoas incautas, crédulas...
Essa ingenuidade e essa credulidade ocorre sempre com maior intensidade, naqueles que ignoram, que desconhecem como é que funciona o mundo espiritual; como é que funcionam as Leis de Deus.
A partir de quê as Leis de Deus regulam as nossas vidas na Terra?
Teremos que ter muito cuidado com os que mentem, com os falsos profetas.
* * *
É muito comum encontrarmos esse tipo de criaturas, onde quer que nos movimentemos. Às vezes, os achamos nas feiras livres, homens e mulheres do povo, que desejam vender seus produtos de qualquer maneira.
Quantas vezes temos laranjas bonitas, vendidas como dulcíssimas e que são azedas? Quantas vezes?
Mas a pessoa garante que são laranjas dulcíssimas.
Encontramos esse gênero de falso profetismo que não causa maiores embaraços, a não ser a frustração de desejarmos uma laranja doce e tê-la ácida.
Encontramos esse tipo de falso profetismo, de falso profeta, durante as campanhas políticas. Quantos são os candidatos, as candidatas que se aproximam do povo, dos pobres, principalmente dos pobres, com aquele sorriso plastificado no rosto, aquele sorriso congelado.
Pegam crianças sujas nos braços, beijam mendigos nas ruas, comem nos bares com o povo, até o dia em que se veem consagrados, até o dia que vencem o pleito.
Nunca mais retornam àqueles guetos, àqueles lugares, não recebem nos seus gabinetes aqueles que neles votaram. Nunca mais se lembram das crianças sujas, dos velhos e dos mendigos e passam a lidar com aqueles que neles votaram como se fossem seus senhores.
Depois que eles ganham o pleito se tornam imperadores da simplicidade, da pobreza dos outros, falsos profetas. Mentem deslavadamente, a cada quatro anos, para que a sociedade gradativamente aprenda a lidar com eles.
Encontramos falsos profetas nos meios profissionais da saúde, por exemplo. Profissionais que prometem curas mirabolantes, curas milagrosas a custos bastante baixos, a preços módicos e dão preferências às pessoas simplórias, às pessoas crédulas, que deixam ali seu suado dinheiro, suas parcas moedas e certamente não vão conseguir a cura jamais, para os seus problemas. Acreditaram nas pessoas que mentiram. Acreditaram naqueles que os enganaram.
Encontramos, na área educacional, instituições que fazem propaganda do valor dos seus cursos. Que as pessoas sairão dali e conseguirão isso, aquilo, conquistarão tal coisa na sociedade, mas é tudo inverdade.
Quase sempre são estabelecimentos de má qualidade profissional, exploradores e, certamente, os alunos ou profissionais que saiam dali, estarão em desvantagens diante daqueles que fizeram bons cursos, onde reinava a verdade pedagógica, a verdade educacional.
Encontramos esses falsos profetas em número exorbitante nas religiões. Cada um deles deseja garantir que tenha acesso direto com Deus, falam diretamente com Deus, sabem do que Deus quer e do que Deus não quer e as pessoas tolas, de todos os tempos, acreditam piamente.
Quando aprendemos, desde sempre, que entre a criatura humana e Deus só existe uma ponte, que é Jesus.
Eu sou o Caminho. Caminho da Verdade, Caminho da Vida. Ninguém chegará ao Pai se não for por Mim.
Mas as criaturas que não têm muita intimidade com as lições de Jesus, preferem dar ouvidos a quem esteja mais próximo, o religioso desaforado, mistificador, falso profeta.
Vendem brinquedos dizendo que são instrumentos religiosos, ganham dinheiro das massas e quanto mais enganam, mais e melhor conseguem iludir, porque a massa é a massa de todos os tempos: incauta, ignorante, crédula, emocionalmente imatura. Por isso, excessivamente emocional.
Com isso, nós vamos percebendo Jesus Cristo cuidadoso nos chamando atenção:
Tende cuidado com os falsos profetas. E complementa o Mestre: Se possível fosse eles enganariam os próprios eleitos.
Imaginemos se eles são capazes de enganar os próprios eleitos, o que não acontecerá conosco, que somos tão somente candidatos à felicidade.
Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 208, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.

Programa gravado em agosto de 2009. Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 27 de junho de 2010.
Em 11.10.2010.

Abraços

J.L.Veiga


quinta-feira, 22 de março de 2012

Com os ouvidos da alma...



O fato é narrado por uma mulher que vivia nas colinas da Escócia. Era inverno, próximo ao Natal.

Roberto, o marido, era ferreiro. Ela, mãe ocupada, cuidava dos quatro filhos.

O menor era o que lhe dava maior preocupação. É que o garoto era surdo. Ela ficara muito doente durante a sua gestação e o menino nascera com aquela deficiência.

De resto, era esperto e depressa aprendeu a ler. Para manter a conversação com a mãe e os irmãos, André se servia de gestos e, como aos cinco anos já sabia escrever muitas palavras, usava papel e caneta para expressar aquilo que não conseguiam entender por seus gestos.

Naqueles dias, próximos ao Natal, o marido foi chamado para prestar serviços em uma fazenda distante e ela ficou só com as quatro crianças.

A tempestade veio e durou dias. A caixa de lenha ao lado do fogão começou a ficar vazia.

Na quase véspera do Natal, Elizabeth agradeceu a Deus pela colheita do verão ter sido boa, pelas compotas terem dado certo e pela boa caça do seu marido. Assim, eles teriam o suficiente para se alimentarem até acabar aquele inverno ingrato.

Mas a lenha acabou. Ela reuniu os quatro filhos, calçaram e se agasalharam bem e saíram quando o tempo deu uma trégua.

Os pequenos Mary, Alice e André brincavam entre as árvores, felizes por estarem fora de casa. Corriam de um lado para outro, enquanto ela e o filho maior, de 15 anos, cortavam troncos em pedaços pequenos e colocavam no trenó.

Num piscar de olhos, o tempo mudou. O vento soprou forte e a neve caiu violenta. Ela conseguiu encontrar as duas meninas mas não o pequeno André. Por mais que chamasse, ele não a ouviria. Era surdo.

Voltaram para casa a fim de não congelarem. As horas angustiosas passaram lentas. Quando a tempestade acalmou, ela se preparou para ir procurar o menino.

Estaria vivo? Teria caído, cego pela tempestade, em algum penhasco?

Então, alguém bateu na porta. Era o pequeno André, sorridente.

Entre gestos e escritos no papel explicou que logo que a tempestade começou, ficou agachado atrás de um tronco.

Depois, escreveu que ouviu chamar o seu nome: André. Foi até onde a voz vinha e não tinha ninguém.

Então ouviu de novo: Venha, André, venha para casa.

Continuou caminhando, seguindo a voz, embora não visse ninguém. E assim foi até chegar em casa.

Então a mãe caiu de joelhos, abraçou seu tesouro e agradeceu a Deus por ter enviado um mensageiro Seu, aquela voz para guiar o seu filho.

Uma voz que não vinha do mundo exterior, mas que se fez ouvir na alma do pequenino André. A voz dos invisíveis.

* * *

O Natal é uma época de esperança, de confiança e de fé. É uma época de acreditar no invisível e em maravilhas que o Divino Pai nos proporciona.

Uma época em que os Mensageiros de Deus cantam, falam e os surdos ouvem as Suas vozes.

Natal é o momento em que a Terra toca os céus, aquieta os seus gritos para ouvir o excelso canto da esperança.

Jesus nasceu em Belém. A esperança se renova. Comemoremos.

Redação do Momento Espírita, com base no conto Tempestade nas montanhas, de autoria ignorada.
Em 10.12.2010.

Abraços

J.L.Veiga

domingo, 18 de março de 2012

Viver com alegria...


Sauda o dia nascente com alegria de viver aureolada pela gratidão a Deus.
Cada novo dia é abençoada oportunidade de crescimento espiritual e de iluminação interior.
Atravessar o rio dos problemas de uma para a outra margem, onde se encontram as formosas atividades de engrandecimento moral, é a tarefa inteligente da pessoa que anela pela conquista da felicidade.
Quando se abre a mente e o coração à alegria, é possível descobri-Ia em toda parte, bastando olhar-se para a Vida, e ei-la jubilosa...
Quando se adquire a consciência da responsabilidade, de imediato sente-se que se é livre, mas essa liberdade é sempre conquistada pela ação que se converte em bênção de amor.
Somente através do amor perfeito é que o ser humano pode considerar-se realmente livre de todas as amarras, mesmo que essa aquisição seja lograda, de alguma forma, através do sofrimento.
O sofrimento faz mal, no entanto, não é um mal, porque oferece os recursos valiosos para a aquisição do bem permanente.
Eis porque o trabalho de qualquer natureza deve ser realizado com o sentimento de amor, o que equivale a uma postura de liberdade em ação.
Quando o amor não está presente no sentimento, a alegria não se enfloresce, porque permanece sombreada pelas dúvidas e suspeitas, porquanto somente através do amor é que se adquire a perfeição, em face dos mecanismos de ação que movimenta.
Pessoas existem que afirmam não poderem amar porque não compreendem o seu próximo, tendo dificuldade em aceitá-lo conforme é. A questão, no entanto, é mais sutil, e deve ser formulada nos seguintes termos: porque não ama, torna-se difícil compreender, em razão dos caprichos egoísticos que dificultam a bondade em relação aos outros.
Quando o amor se instala, a alegria de viver esplende como resultado da própria alegria de ser consciente.
A alegria não é encontrada em mercados ou farmácias, mas nos recônditos do coração que sente e ama, favorecendo-lhe o surgimento como um contínuo amanhecer.
Basta que se lhe ausculte a intimidade, e ei-la triunfante sobre a noite das preocupações.
Em realidade, viver com alegria não impede a presença dos sofrimentos que fazem parte do processo da evolução. Pelo contrário, é exatamente por serem compreendidos como indispensáveis que proporcionam satisfações e bem-estar.
Sempre que possível expressa a tua alegria de viver.
* * *
Os sentimentos cultivados transformam-se em estímulos para as ações que se materializarão mais tarde.
Se permitires que a tristeza torne-se companheira frequente das tuas emoções, a melancolia em breve estará instalada nos teus sentimentos, tirando a beleza da existência.
Se te apoias à queixa contumaz, a tua será uma conduta amargurada, fazendo-te indisposto e desagradável.
Se optas pelo cultivo de ideais enobrecedores de qualquer natureza, o entusiasmo pela sua preservação fará dos teus dias um contínuo encantamento.
Se tens o hábito de encontrar sempre o melhor, quase invisível ou imperceptível, nos acontecimentos menos felizes, desfrutarás de esperança e de júbilos permanentes.
A existência física não é uma viagem miraculosa ao país da fantasia, mas uma experiência de evolução assinalada por processos de refazimento uns e outros de conquistas inevitáveis, que geram sofrimento porque têm a finalidade de desbastar os duros metais da ignorância e aquecer o inverno do primarismo...
É natural, pois, que a dor seja companheira do viajante carnal.
Quando jovem, tudo são expectativas, ansiedades, incertezas...
Quando na idade madura, a colheita de reflexos da juventude propicia, quase sempre, insatisfações e desencantos.
Quando na velhice, em face do desgaste, o aborrecimento pela perda da agilidade, da memória, da audição, da visão, da facilidade que era habitual, se manifesta...
Sempre haverá motivo para reclamação, porque cada dia tem a sua própria quota de aflição, que deve ser aceita com bonomia e naturalidade.
Com a alegria de viver instalada no imo, sempre haverá uma forma de encarar os acontecimentos, concedendo-lhe validade e dele retirando a melhor parte, como afirmou Jesus, aquela que não lhe será tirada, porque representa conquista inalienável para a mente e para o coração.
Adapta-te, desse modo, às ocorrências existenciais, alegrando-te por estares no corpo, fruindo a oportunidade de corrigir equívocos, de realizar novos tentames, de manter convivências saudáveis, de enriquecimento incessante...
A vida com alegria é, em si mesma, um hino de louvor a Deus.
Não te permitas, portanto, a convivência emocional com as manifestações negativas do caminho por onde transitas.
Observa as margens do teu caminho e rega-as, mesmo que seja com suor e lágrimas, a fim de que as sementes do Divino Amor que se encontram nelas sepultadas, germinem e transformem-se nas flores que adornarão a tua marcha ascensional.
Liberta-te, mesmo que te seja exigido um grande esforço, das heranças primárias, filhas da agressividade, do inconformismo, dos impositivos egoístas que te elegem como especial no mundo, e considera que fazes parte da grande família terrestre, sujeito como todos os demais às injunções dos mecanismos da evolução.
* * *
Alguém que cultiva a alegria de viver já possui um tesouro. Esparze-o onde te encontres e oferta-o a quem se te acerque, tornando mais belo o dia a dia de todos os seres com o sol do teu júbilo.
Se já encontraste Jesus, melhor razão tens para a alegria, porque envolto na Luz do mundo, nenhuma sombra te ameaça.
Serás, ao longo da vilegiatura carnal, o que te faças a cada instante, conforme o és, resultado do que te fizeste.
Alegra-te com a vida que desfrutas e agradece sempre a Deus a glória de saber e de amar para agir com acerto.
Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã
de 29 de maio de 2009, no G-19, em Zurique, Suíça.
Em 09.10.2009.



Abraços

J.L.Veiga

sexta-feira, 16 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

SOBRE A QUESTÃO DA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA...


Por ocasião da IV Conferência Estadual Espírita, realizada no mês de agosto, passado, Raul Teixeira, um dos conferencistas abordou a temática das aristocracias e respondeu ao final, perguntas dos presentes, dentre as quais selecionamos a que vai aqui reproduzida, à guisa de Editorial, dada a sua importância em face do momento brasileiro das eleições municipais.
Pergunta: Se é verdade que a cada um é dado segundo suas necessidades e ou méritos, qual parece ser o melhor proceder para as pessoas que se interessam por política saudável e consciente: viver sua vida privada da melhor maneira possível ou dedicar seu tempo às questões políticas, sociais e etc?
Raul: Essas coisas se acham interligadas desde que o velho Platão estabelece que o ser humano é um animal político. Em todas as nossas ações na sociedade está o sabor da nossa participação política. Mesmo aqueles que se dizem apolíticos já estão apresentando a sua posição política. Eles são apolíticos e essa é uma posição política: eles querem dizer que não se envolvem, e isto é um posicionamento dos mais horrendos, por sinal.
É como se nós vivêssemos numa casa e, quando alguém nos apontasse para a necessidade da sua higiene a gente dissesse “eu não quero nem saber, eu sou amoradia”; quando alguém nos dissesse que precisamos pintar: “eu não quero nem saber, eu detesto moradias”; quando alguém falasse que a casa está caindo: “não é nem comigo”. Será com quem? Com os vizinhos? Então normalmente quando as pessoas dizem que são apolíticas elas podem querer dizer que são apartidárias, aí sim.
Há pessoas que gostam de esportes mas não torcem por time nenhum, gostam de todos; há pessoas que gostam de política, enquanto ciência, enquanto doutrina, enquanto filosofia, mas abominam partidarismos políticos. Então essa pessoa terá, na sua vida comum, posturas políticas que conhece, em função do seu filosofar político, mas não está dando importância a esses partidarismos que, principalmente no Brasil, perderam a sua grandeza ideológica, passaram a ser tendas de conveniência que as pessoas não respeitam.
É impossível que alguém que seja socialista hoje, amanhã já será capitalista. É sinal que ele nunca foi nada, era daqueles que tiram proveito do posicionamento político da sociedade.
Então será importante que nós trabalhemos em torno de uma ideologia política, de uma doutrina política. O que é importante para nosso Estado, para a nossa cidade. Se sabemos disso, então vamos trabalhar para isso, seja na minha ação voluntária na sociedade, seja na minha ação profissional, seja na minha ação de cidadania elegendo meus representantes nas Casas de Leis dos poderes constituídos. Vou fazer valer a minha participação de forma consciente, lúcida, madura, sem vender meu voto, sem trocá-lo por conveniências. Quando fizermos isso, estaremos mostrando uma maturidade nas nossas concepções políticas. Quando estiver vendendo meu voto por isso ou por aquilo, eu ainda não terei alcançado a política enquanto doutrina, enquanto filosofia; estarei nas bases da politicagem, querendo tirar proveitos. E se eu quero tirar proveito às custas do erário, eu vou ter que devolver. Não esqueçamos que tudo aquilo que eu ganhar fora dos esforços do meu trabalho, terei que devolver, não me pertence. Tudo que alguém me der e que também a ele não pertença terei que devolver. Teremos sido receptores de artigos furtados ou roubados e deste modo seremos réus de juízo também.
Logo, nossa participação política não será apenas no dia de eleição ou nos dias de eleições. Participação política é saber cobrar as coisas que estão acontecendo erradamente na sociedade, saber ir para os jornais, saber ir ao nosso Vereador, ao nosso Deputado, ao nosso Governador, escrever nos jornais, na coluna dos eleitores, participar dizendo, falando, não adotar aquela postura “não vai adiantar nada”. Não vai adiantar se meia dúzia fizer, mas se a nossa Associação de bairro, Associação de moradores, a OAB, os órgãos, as Igrejas, se nós nos unirmos enquanto organismos da sociedade, as coisas mudam. Essa é a fé do indivíduo político. Ele sabe como cobrar, ele sabe como pressionar. É importante que saibamos cobrar os nossos direitos. Não podemos olvidar do cumprimento dos nossos deveres. Então, quem cumpre deveres e cobra seus direitos é um cidadão politicamente correto.
Jornal Mundo Espírita, setembro.2000.
Em 16.11.2010.


Abraços

J.L.Veiga

segunda-feira, 12 de março de 2012

Conhecendo-se...



Quais são suas maiores preocupações nos dias de hoje?

Talvez a essa pergunta você responda que é a educação dos filhos. Outros poderão afirmar ser a violência na sociedade. Haverá, ainda, quem responda ser a manutenção do emprego.

É verdade que os desafios da vida e seus naturais compromissos nos empurram para um mar de preocupações com as coisas do mundo.

Nenhuma dessas preocupações se mostram fúteis ou não deveriam demandar nosso tempo e energia.

As responsabilidades da vida são impositivos que nos propelem ao progresso, ao aprendizado, a novas conquistas intelectuais e morais.

Porém, hoje você diria que uma de suas maiores preocupações é a de se autoconhecer? Saber o que habita no país das suas emoções é algo que a você preocupa?

Com tantos afazeres e demandas do mundo externo, muitas vezes, delegamos pouco tempo para as coisas do mundo interno.

Como se não fosse importante ou não refletisse intensamente em nosso cotidiano, relegamos os interesses do nosso mundo íntimo para o campo do esquecimento.

E a alma se ressente, pois que as emoções não são avaliadas, analisadas. Elas repercutem de maneira indiscriminada em nossa intimidade.

E, não é por acaso que as doenças da alma surgem tão frequentemente entre nós. Não que elas se gerem espontânea e rapidamente.

Quando a alma adoece, é resultado de um processo adiantado de esquecimento e abandono das próprias emoções.

Como consequência, surgem as síndromes, fobias, depressões, trazendo à tona as doenças que iniciaram, que existiam na intimidade da alma e nunca receberam a devida atenção.

Desta forma, para evitar tais situações, tenhamos sempre um tempo para nós mesmos. Um tempo para analisar nossas atitudes, nosso comportamento, nossas ações e, mais detidamente, nossas reações.

Experimentemos, ao final de um dia, antes do merecido repouso, fazer uma breve análise do que ocorreu conosco, no dia que se conclui.

Perguntemo-nos se alguém teria alguma queixa contra nós, se agimos injustamente com alguém, se praticamos alguma ação inadequada.

As nossas respostas, frente a essa análise, serão o fio condutor para o mergulho oportuno e necessário no país de nossas emoções, no campo dos nossos sentimentos.

Então nos poderemos avaliar, entendermo-nos um tanto mais e, aos poucos, nos autoconhecermos.

O passo seguinte, será o esforço do corrigir, do não repetir o erro, de não tombar nas mesmas dificuldades emocionais.

Esta será a melhor maneira de cuidarmos do nosso mundo íntimo, evitando episódios mais graves e intensos.

A nossa melhoria se dará sempre a partir do momento que iniciarmos a viagem inevitável para nossa intimidade, que nos conhecermos, conquistando-nos aos poucos.

Assim, caminharemos de maneira mais tranquila para a busca da paz e tranquilidade íntimas, evitando dificuldades maiores com as questões da alma.

Redação do Momento Espírita.
Em 02.12.2010

Abraços

J.L.Veiga

sexta-feira, 9 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os adversários, mestres oportunos...


Abraçando os ideais de enobrecimento, pensa-se que todas as criaturas estão vibrando no mesmo diapasão do progresso e que, em consequência, haverá uma natural adesão em torno dos objetivos relevantes que devem conduzir as vidas para os altiplanos da felicidade.
O ser humano é um conquistador insuperável, fadado às estrelas que lhe estão ao alcance, na medida em que se empenha por alcançá-las.
Desde a descoberta do fogo e do invento da roda, o seu mundo jamais foi o mesmo, alterando os seus padrões de comportamento e de convivência no rumo de melhores resultados.
Mediante o esforço e o raciocínio que se lhe foi desdobrando – a Divina Presença no cerne do ser! – levantou-se e começou a avançar na direção do Infinito, ora sob dores acerbas, noutros momentos em júbilos inexcedíveis, conquistando espaços e adquirindo conhecimentos.
Renascendo em contínuo processo de crescimento intelecto-moral, vem acumulando as experiências que se transformam em bênçãos que deve esparzir pelos caminhos percorridos, deixando pegadas apontando o porto de segurança que se encontra sempre à frente.
Quando atraído pela mensagem libertadora de Jesus, porém, modificam-se-lhe as paisagens interiores e alteram-se-lhe os interesses, ampliando-lhe as possibilidades de ser útil, conseguindo um significado especial para a existência.
Nada obstante, porque se movimenta num planeta igualmente de provas e de expiações, não se pode furtar à psicosfera que lhe é peculiar, nem às injunções que o caracterizam.
Compreensível, portanto, que nem todos aqueles que navegam na mesma barca da evolução estejam firmados em propósitos de edificação nobilitante, alguns ainda detendo-se em estágio inferior, assinalados pelo primarismo de que se fazem portadores.
Indiscutivelmente, o processo de transformação interior, no qual os instintos cedem lugar aos valores da razão e da consciência, é lento, ainda mais, tendo-se em vista que nem todos os viandantes da indumentária material iniciaram-se no empreendimento espiritual no mesmo instante.
Procedentes de especiais momentos da evolução, incontáveis, inevitavelmente, encontram-se em patamares diferentes, que explicam as diversas aspirações que os tipificam.
Felizes aqueles que já compreendem os impositivos da existência terrena, após vencerem os impulsos agressivos que lhes conferiam a sensação de dominadores do mundo e que o sentido exclusivo da vilegiatura carnal seria conquista dos prazeres e das sensações que mais os agradam.
Aqueles que são mais fisiológicos do que psicológicos, detêm-se nas faixas das paixões primevas e, mesmo quando a consciência se lhes desperta, prosseguem vivenciando um período de transição, que ainda lhes não permite uma visão perfeita da realidade. Embora ansiando por algo melhor, competem, quando deveriam cooperar, malsinam os companheiros, quando lhes cabia o dever de os auxiliar, porque a predominância do ego torna-os ambiciosos e prepotentes.
Não sabem servir com abnegação, sem servir-se, retirando os lucros do orgulho e da presunção, que lhes constituem a moeda retributiva. Podem mesmo desejar ser melhores, no entanto, os impulsos afligentes que resultam dos conflitos e dos complexos de inferioridade que os acompanham de existências pretéritas, transformam-nos em inimigos de todos aqueles que supõem lhes farão sombra...
São infelizes, disfarçados de joviais, humanitários e bondosos, na hipocrisia em que vivem, ocultando os sentimentos inferiores.
Desse modo, transformam-se em adversários perversos dos demais que não lhes compartem as ideias e que pensam pretenderem excluir.
* * *
Adversidade é lição para a vida e adversários são mestres que proporcionam o treinamento no bem., sem o concurso do aplauso ou da bajulação habituais, dificultando o trabalho honorável do servidor fiel.
Esses irmãos infelizes que se propõem envenenar-te os sentimentos com a sua pertinaz perseguição, merecem compaixão ao invés de reproche ou de animosidade.
Se é verdade que não lhes deves facultar um relacionamento pusilânime, não é justo devolveres os seus pensamentos enfermiços com outros do mesmo gênero.
Sofres, porque gostarias de servir sem a presença desse tipo de tribulação.
Choras, porque os teus são anseios de construção do amor em toda parte, e, no entanto, sentes o amargor da calúnia que te antecede os passos, da maledicência que te aturde quando lhes tomas conhecimento, ou da zombaria depois que vais adiante...
O melhor comportamento em tais circunstâncias é não valorizar o mal nem aquele que se te fez mau.
Concede-lhe o privilégio de ser como se encontra, mas impõe-te o dever de ser fiel ao compromisso com Jesus, que também experimentou iguais ofensas sem dar-lhes a menor importância.
Gastas tempo e preocupação mental com esses companheiros que te vigiam e acusam, que te acompanham com insistência e infernizam os momentos em que trabalhas e quando repousas.
Ficas indagando como conduzir-te, desde que, se silencias ao mal e ao descalabro que reinam, acusam-te de omisso, mas se levantas a voz e proclamas a verdade, taxam-te de intolerante e mendaz...
Desse modo, faze o que deves e comporta-te conforme estabelece o teu programa ante a consciência do dever.
Esses adversários dos teus objetivos não são apenas opositores teus, mas, sem dar-se conta, dAquele a quem procuras servir, que os entende e concede-lhes tempo para a reabilitação.
Aprende, portanto, com os inimigos, fraternidade legítima, compreensão gentil, exercitando sempre a compaixão.
Na aduana da caridade, a misericórdia e o amor dão-se as mãos, a fim de ensejarem à virtude máxima a ocasião de expressar-se.
Constituam-te estímulo o serviço desses mestres desconhecidos, apurando-te mais, qualificando-te melhor, a fim de produzires com segurança na seara da elevação espiritual da humanidade.
Ninguém atravessa o rio carnal sem experimentar a correnteza violenta sobre a qual navega o Espírito.
Todos os homens e mulheres afeiçoados ao bem pagaram o pesado tributo da diferença entre eles o os que os cercavam, a época em que viveram e naquela pela qual anelavam, e é graças a eles que percorres os atuais caminhos por onde segues em júbilo e dores, porém, fixado na meta que te fascina.
* * *
O mundo ainda não tem condições de compreender e aceitar o compromisso da iluminação íntima como primeiro passo para a marcha ascensional.
Por enquanto, somente aqueles que se fizeram fortes e decididos conseguem ultrapassar as barreiras das dificuldades, colocando marcos na senda escura, de maneira a facilitar a jornada espiritual dos que virão depois.
Todo desbravador carrega as marcas da sua audácia de aventureiro do progresso. Abrem picadas na densa mata, traçam roteiros nos mares bravios, alçam-se aos céus ampliando os espaços e caminham sobre acúleos, quebrando-os, assim preparando a senda para o porvir...
Exulta, portanto, por teres adversários, mestres desconhecidos, a seres adversário de quem quer que seja.
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na noite de 2 de junho de 2010, em Istambul, Turquia.
Em 22.11.2010.


Abraços

J.L.Veiga


segunda-feira, 5 de março de 2012

sábado, 3 de março de 2012

Vida e Valores (O livre-arbítrio)...


Às vezes, conversando com pessoas amigas, dizem-me que uma das coisas que elas não conseguem entender, na Lei de Deus, é o livre-arbítrio que Deus nos deu. Porque se Deus não nos houvesse dado o livre-arbítrio, nós não erraríamos, nós faríamos tudo certinho.

E óbvio que podemos pensar que se Deus não nos houvesse dado o livre-arbítrio, não seríamos nós que agiríamos, seria Deus agindo sobre nós.

Não seríamos esses indivíduos independentes que somos, estaríamos no estágio ainda dos irracionais. Na vida dos irracionais não existe esse nível de livre-arbítrio como encontramos entre os humanos.

Os animais têm livre-arbítrio sim, mas, dentro de uma esfera bastante limitada, que é a esfera dos seus instintos.

O animal pode decidir se ele quer comer ou se ele não quer comer. Muitas vezes colocamos alimento para ele, ele cheira e vai embora, ele não quer. Outras vezes, não lhe estamos dando alimento e ele salta em nossas mãos para tirar o que carregamos.

Ele tem liberdade de deitar, de correr atrás dos carros, atrás de outros animais, de esconder-se, de brincar com os outros animais ou com as criaturas humanas. Então, os animais têm livre-arbítrio. Quando eles não querem, eles rosnam, se recusam, se ocultam.

Então percebemos que existe, na criatura humana, um nível de discernimento que o irracional não tem.

Nós somos chamados de animais racionais por uma peculiaridade que a evolução nos concedeu e que há de conceder a outros seres espirituais que avançam na carreira para Deus.

Somos capazes de juntar os pensamentos, de relacionar pensamentos e épocas, de tirar ilações sobre esses pensamentos e épocas e isso nos dá o caráter de racionalidade.

Podemos dizer que, neste ano, nesta época em que estamos, o clima está diferente do mesmo período do ano passado. Relacionamos épocas, relacionamos coisas, o clima.

Podemos dizer que este ano não comeremos tanto no aniversário do familiar como comemos no ano passado ou poderemos dizer: No próximo ano, eu quererei ser tão feliz como estou sendo neste ano.

Vejamos que o ser humano é capaz de correlacionar episódios, de correlacionar coisas, épocas e sacar consequências.

Se, no próximo ano chover como choveu agora, teremos uma produção maravilhosa, uma safra excelente. Se, no próximo ano houver seca, perderemos toda a produção.

Vemos que a mente humana é capaz de ir e de vir, de relacionar as épocas, os episódios, os fatos. Os irracionais não, os irracionais agem sempre da mesma maneira.

Olhamos a casa do João-de-barro. É sempre construída do mesmo modo. Olhamos como funcionam os cardumes. Sempre do mesmo modo. Como se comportam as matilhas? Do mesmo modo.

Verificamos que os irracionais são regidos por uma Lei, por uma determinação Divina que os faz agir devidamente.

Não se pode dizer que os animais agem corretamente porque este conceito de certo e de errado, de correção, de incorreção, só se dá, só aparece nas criaturas morais e as criaturas morais na Terra, somos nós, os seres humanos.

Os animais agem pelo instinto e esse instinto é a inteligência que a Divindade lhes deu, de que a Divindade os dotou para que eles possam se defender em a natureza, possam se alimentar, reproduzir, viver com a mínima segurança num lugar inóspito, num lugar onde haja predadores.

Daí percebermos que temos muita coisa a tirar da nossa liberdade, do nosso livre-arbítrio.

Arbítrio significa vontade. Eu tenho um arbítrio. Quando exorbito na minha vontade, sou chamado de uma pessoa arbitrária, que eu fiz a minha vontade suplantar as vontades alheias. Serei arbitrário, terei usado mal meu livre-arbítrio.

* * *

Enquanto verificamos o uso da nossa vontade, para que não sejamos pessoas arbitrárias, pessoas que impõem a sua vontade aos outros, nos damos conta de que o outro aspecto da expressão há liberdade, tem duas conotações.

Poderemos viver uma liberdade social. Eu vou para onde eu quero, faço como eu quero, moro onde eu gosto e posso pagar.

Mas temos uma liberdade interior, que é aquela condição em que eu não me envergonho de mim mesmo, não tenho vergonha dos meus atos. Posso, como lembrou o argentino José Ingenieros, olhar para trás sem ter remorsos. Esse é um estágio de liberdade que deve ser buscado por nós.

Muitas vezes, blasonamos essa liberdade de que usufruímos, mas somos realmente escravizados aos nossos vícios, às nossas manias, às nossas incapacidades.

Quantas são as pessoas que se dizem livres mas não conseguem se libertar, por exemplo, do tabagismo.

E porque não conseguem se libertar de cem milímetros King Size, elas não são livres, são escravas do tabaco, escravas do seu vício e, como consequência, dos problemas de toda ordem que a nicotina, o alcatrão e mais centenas de subprodutos do tabaco são capazes de produzir, até ao enfisema pulmonar, aos cânceres e outras coisas.

Há outros que afirmam ser livres mas não conseguem se libertar do alcoolismo. O etilismo faz com que sejam pessoas vira-folhas. Quando estão sóbrias agem de um jeito, quando ingerem alcoólicos ficam transtornadas.

Elas são livres socialmente para beber mas são escravas da bebida de que se utilizam.

Há outros que afirmam ser livres para viver o sexo e o querem cada vez mais liberadamente, mas são incapazes de assumir as responsabilidades decorrentes do uso da sexualidade.

Se a companheira, por exemplo, no caso do homem, engravidar, a providência mais fácil será abortar.

Muitas vezes a mulher, que se afirma livre na mesma contingência da sexualidade, se se descobrir grávida, tomará a grande providência de abortar.

É obvio que há exceções e exceções notáveis e felizes, indivíduos que assumem as consequências dos seus atos. Mas, muitas vezes complicaram a vida, criaram situações desnecessariamente negativas, complicadoras mesmo para seus passos no mundo.

Não foi à toa que Jesus Cristo estabeleceu: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.

Todas as vezes que estivermos lidando com uma verdade qualquer que seja, essa verdade tem que ter o poder, o condão de nos libertar de nossas limitações, de nossas dificuldades, de nossas asperezas, de nossos vícios, de todas as danações que nos desregulam a alma.

Do contrário, não poderemos dizer que isso seja verdade ou, se for verdade, não conseguimos com ela encontrar a propalada liberdade.

O Apóstolo Paulo afirma que onde estiver o Espírito do Senhor, aí estará a liberdade. Onde estiver o Espírito do Senhor.

O Espírito do Senhor é essa impulsão da alma, é essa inspiração superior que nos leva a agir no bem, a desejar o bem sob qualquer ângulo em que ele esteja sendo considerado.

Por causa disso, onde estivermos vivendo de acordo com as Leis da consciência, fazendo aquilo que a consciência nos recomenda, ainda que não seja o mais agradável socialmente, ainda que disso não conquistemos aplausos do mundo, estaremos em paz interior, estaremos livres.

Olharemos dentro dos olhos das pessoas sem nos envergonharmos, falaremos de viva voz as coisas, sem nos sentirmos intimidados pela incapacidade moral. Essa é a liberdade de dentro, mais importante para nós do que propriamente a liberdade de fora.

Não esqueçamos de que quando Sócrates, o grande filósofo da Grécia, esteve detido até ser condenado a beber cicuta, um dos seus discípulos lamentava o fato de ele estar preso e ele asseverou que não. O corpo estava detido mas sua alma voava através dos grandes céus do pensamento.


Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 201, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em agosto de 2009.
Exibido pela NET, Canal 20, Curitiba, no dia 18.07.2010.
Em 16.11.2010.



Abraços

J.L.Veiga



Avalie o Blog:

Como conheceu o Blog:

Qual tema você gostaria que o Blog abordace com mais frequência: